BIME sem financiamentos

Por em 2 de Junho de 2017
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A Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME), que deveria acontecer esta  semana, não se realizou por falta de financiamento, anunciou  a organização, criticando “quem organiza e decide” os apoios nacionais e comunitários.

“Não temos BIME porque não há financiamento, nem nacional, nem europeu. Há dinheiro aí por todo o lado, mas aqui o dinheiro não chegou”, lamentou  à agência Lusa José Russo, diretor do Centro Dramático de Évora (Cendrev), entidade promotora da iniciativa.

A BIME, festival de marionetas iniciado em 1987, deveria ter decorrido em 2015 e foi adiada para 2016, mas, nesse ano, voltou a não ser organizada, tendo os atrasos sido causados pela “ausência de fundos comunitários”.

Quanto à edição 2017 do certame, que “devia estar a arrancar”, o Cendrev anunciou , em comunicado, que também não vai ter lugar, “porque quem organiza e decide os financiamentos europeus e nacionais para as atividades culturais não quer que este evento se realize”.

Em declarações à Lusa, José Russo escusou-se a indicar quais as entidades responsáveis por essa falta de financiamento e disse que o seu papel “não é apontar dedos a ninguém”, mas considerou “estranho” que, “de repente”, a companhia seja confrontada com “situações em que dizem que a bienal não pode ser candidatada a fundos europeus”.

“É uma coisa absurda e não posso deixar de manifestar a minha indignação. Há festivais a acabar, companhias a fechar portas e nós, qualquer dia, também fechamos a porta, é impossível aguentar isto”, desabafou, aludindo à falta de financiamento.

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