Unicer investe 2,7 milhões de euros na aquisição de cevada dística nacional

Por em 16 de Novembro de 2012

Os agricultores de cevada dística para a produção de cerveja que colaboram com a Maltibérica, empresa transformadora de malte para a Unicer, vão receber uma ajuda complementar de cerca de 180 mil euros no âmbito da campanha de 2012 e terão acesso a novos e inovadores mecanismos de estímulo na próxima colheita. O investimento total da Unicer na aquisição deste cereal, este ano e em território nacional, ascende a 2,7 milhões de euros.

Estas medidas, apresentadas no IX Encontro Anual de Produtores de Cevada, visam combater o cenário recessivo que atinge o sector e promover o aumento da área contratada anual pela Maltibérica em 20 a 30 por cento, contribuindo para a maior aquisição desta matéria-prima no país. O que poderá representar, por parte da Unicer, à transferência de cerca de 2,8 milhões de euros/ano de compras no estrangeiro para Portugal, e a 5,5 milhões de euros de investimento, em território nacional.

Nesse sentido, a Maltibérica e a Unicer estão a apostar ainda mais forte na colaboração com os agricultores nacionais para que aumentem as áreas de cultivo e a produtividade, através do sistema de rotação de culturas de regadio no Alentejo, nomeadamente na zona do novo Alqueva. Esta alternativa de cultura em terras irrigadas é encarada como uma nova oportunidade para a sustentabilidade da fileira e dos produtores e agrupamentos vinculados à Maltibérica pois ao possibilitar produtividades mais altas, com colheitas de qualidade, irá contribuir para a economia nacional e equilíbrio da balança comercial já que limitará as importações deste cereal.

Quanto aos novos mecanismos de incentivo aos agricultores, estes decorrem de protocolos estabelecidos com várias instituições, como a Syngenta, ADP – Fertilizantes e BPI que assegura linhas de financiamento alternativas e com condições mais vantajosas. Mantém-se as parcerias já existentes com o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, IPB – Instituto Politécnico de Beja e ISA – Instituto Superior de Agronomia que ajudam na promoção das melhores práticas de gestão económico-ambientais, no aconselhamento e no melhoramento da cevada dística nacional para a produção de cerveja.

As condições contratuais, apesar de assentarem num modelo estruturado e indexado a valores padrão internacionais, visam reduzir a extrema volatilidade de preços que se tem registado, assegurando sempre um rendimento mínimo ao produtor assim como o escoamento da matéria-prima, desde que cumpridos os requisitos em termos de qualidade da cevada.

O Projecto de Incentivo à Cultura da Cevada Dística em Portugal é uma iniciativa criada em 2000 pela Unicer em conjunto com a Maltibérica.

A Unicer, enquanto maior empresa do sector cervejeiro nacional, vendeu, em 2011, aproximadamente 400 milhões de litros de cerveja em Portugal e no estrangeiro pelo que necessita de quantidades elevadas de cevada dística de qualidade para cumprir com as necessidades de consumo interno e externo. Com a estagnação do mercado português, o programa de internacionalização da empresa é cada vez mais essencial para a sua sustentabilidade e competitividade pelo que este projecto revela-se essencial para promover a produção de malte em terras portuguesas e a sua integração em cerveja, nomeadamente na Super Bock.

Declaração de António Pires de Lima, presidente executivo da Unicer

“O projecto de incentivo à cultura da cevada dística para produção de cerveja é extremamente importante para a actividade da Unicer, com claros benefícios para a economia do país. E por isso estamos a apostar cada vez mais forte para que esta matéria-prima seja mais cultivada em Portugal e tenha cada vez mais qualidade. Temos desenvolvido esforços nesse sentido e os incentivos que estamos a criar irão certamente dar resultado já na próxima campanha.”

Declaração de José Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura

“É possível ter uma agricultura competitiva em Portugal desde que se tenha produtos de valor, maior massa crítica e mais trabalho de fileira, como tem sido exemplo o realizado pelos produtores de cevada que colaboram com a Maltibérica.”

 

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