Pintor holandês Eric de Bruijn apresenta exposição “Pop up & Déjà vu” na vila medieval de Monsaraz

Por em 14 de Setembro de 2012

A exposição de pintura “Pop up & Déjà vu”, do artista holandês Eric de Bruijn, está patente até ao dia 28 de outubro na Igreja de Santiago, na vila medieval de Monsaraz. A mostra está integrada no ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto e pode ser apreciada todos os dias entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 18h.

O trabalho de Eric de Bruijn pode ser descrito como lírico, abstrato e figurativo. O artista já expôs na Black Gallery Amsterdam (Holanda), Museum Heidelberg (Alemanha), Artitude (Espanha) e Miami Art Fair (Estados Unidos da América). Em Portugal regista-se a sua presença numa mostra em Almancil e agora em Monsaraz.

Eric de Bruijn trabalhou como pintor, designer e artista plástico, tendo partilhado estúdios com vários pintores, entre os quais Saad Ali, Baldin, Denny Jacobs e Quintijn van Eijk. O artista participou também em projetos ligados ao teatro e colaborou na edição de livros de poesia com cantores famosos holandeses, tais como Frank Broeijen e Stef Bos.

Eric de Bruijn apresenta em Monsaraz a exposição “Pop up & Déjà vu”. Para o pintor, “Pop up” é “uma aparente indefinição, vulgar momento, um cheiro, uma cor, um breve encontro que se observa numa inteligência subconsciente. Imagens de sedução, emoção, memória e expetativa capturadas num esboço”. Eric de Bruijn descreve “Déjà vu” como “incontáveis são os olhos que já dececionei e usei. Eu estava lá por ti no vazio da paisagem sob o azul da noite. Ali, ao longo da estrada, eu era o teu marco, o teu guia. Dei-te a orientação e a esperança, aparentemente infinita. A minha expetativa transformou-se em essência, em matéria. O ciclo está completo, um novo começo”.

Inspiração:

Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
O ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo.
Os assuntos que julgámos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo.
Por si só, o tempo não é nada.
A idade de nada é nada.
A eternidade não existe.
No entanto, a eternidade existe.

Os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
Os instantes do teu sorriso eram eternos.
Os instantes do teu corpo de luz eram eternos.
Foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto

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