“Desabafo de um Desempregado”

Por em 16 de Março de 2012

Cair no desemprego é sempre muito frustrante e revoltante, muito mais quando não temos outra fonte de rendimento, não esquecendo que temos que nos alimentar, continuar a pagar a casa, a luz, o gás, a água, o que torna tudo muito mais difícil.

Neste momento, em Portugal, os desempregados, em números oficiais, ascendem aos milhares, mas que certamente muitos mais serão….

Milhares de desempregados, que poderiam estar a contribuir para melhorar a economia do país, mas não estão.

Gente que necessita de se alimentar, de se vestir, e de muito mais… Que anseia por produzir, que se sente à margem da sociedade, só pelo facto de estar desempregado.

Os desempregados, somos um produto da má governação deste país.

Inscreve-mo-nos nos centros de emprego e esperamos, esperamos e esperamos… e nunca mais nos chamam, para nada.

Enviamos Candidatura Espontâneas, concorremos a tudo, o pouco que aparece, e nada mais uma vez… Desesperamos e desesperamos… por melhores dias… Que nunca chegam.

Emigrem, dizem eles. Emigrem eles, dizemos nós!

Atribuem-nos um subsídio ridículo que termina sempre antes de que estejamos novamente empregados, e que chega tarde e a más horas.

Este é o desabafo de um desempregado num país sem futuro…

Muito mais difícil se torna encontrar trabalho quando, como na minha situação pessoal, somos licenciados, sim com um curso superior, em que todas as portas se fecham.

As respostas que recebo, ás minhas cartas de apresentação e candidaturas espontâneas, são sempre as mesmas. “Agradecemos o envio dos seus dados profissionais. De momento não temos oportunidades compatíveis com a sua experiência mas ficaremos com o seu currículo por um período de 12 meses e será contactado(a) caso seja oportuno. Deixamos-lhe votos de sucessos profissionais… Blá, blá, blá…

Não sei se aguento mais… sinto-me desesperado com esta situação, que a cada dia que passa mais se agrava. Enfim, caí nas malhas da desgraça deste país.

Um país cheio de desigualdades…Estou desempregado e desiludido, com este país e com o rumo que está a tomar. Desiludido por estar desempregado e sem luz ao fundo do túnel.

O desemprego aumenta todos os dias, e não se prevê que abrande…

Pergunto eu, onde iremos parar?

O que faremos quando nem dinheiro para um bocado de pão e para uma latas de sardinhas tivermos? O que farei eu e a minha companheira, que também está desempregada?

Termino com a esperança de que melhores dias virão, E se não vierem? O que farei eu?

Volto e repito, este é o desabafo de um desempregado, num país sem futuro…

Sobre Luís Reis

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