MELHORES RESULTADOS COM POLÍTICA DIFERENTE

Por em 1 de Fevereiro de 2017
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Piruetas, cambalhotas e outras incoerências

O Governo do Partido Socialista conseguiu inverter a trajetória de desaceleração da economia verificada na anterior legislatura, ao mesmo tempo que alcançou o défice mais baixo em 42 anos de democracia.

Nunca é demais sublinhar que, a concretizar-se, o défice de 2,3% (um valor inferior ao que foi solicitado por Bruxelas) será o défice mais baixo alguma vez alcançado desde o 25 de abril de 1974.

É importante recordar que a oposição sempre considerou que este objetivo era inalcançável, ou aritmeticamente impossível. Isso foi afirmado categoricamente pela anterior Ministra das Finanças ironizando Passos Coelho, em Março de 2016, que se a estratégia orçamental do Governo funcionasse passaria a defender o voto no PS, BE e PCP.

Mas, não se trata apenas de um défice baixo, trata-se de um défice alcançado com maior justiça social, sem aumento do nível de fiscalidade.

A realidade dos números desmente algumas críticas da oposição, pois o país apresenta hoje um dos maiores saldos primários do conjunto da União Europeia, cerca de 747 milhões de euros, e pela primeira vez em muitos anos, ostenta uma redução da dívida líquida, que baixou um ponto percentual em relação a 2015.

Para além da dívida líquida ter diminuído, todos os dados apontam também para que Portugal acabe o ano igualmente com uma dívida bruta menor, aguardando-se apenas pela capitalização da CGD, problema que só não está já resolvido, porque o anterior Governo de direita não fez o que deveria ter feito, em relação ao saneamento do sistema financeiro português e da CGD em particular.

Também os números do desemprego são positivos tendo o país chegado ao fim de 2016 com mais emprego, melhores condições de vida, menos défice e menos divida do que quando iniciou a governação do Partido Socialista. É bom lembrar que foi também nesta legislatura que foram repostos salários, pensões e reduzida a carga fiscal, resultados que foram alcançados através de uma política diferente da seguida pelo anterior Governo da direita.

Com um orçamento para 2017 fiel ao propósito de virar a página da austeridade, contra a vontade do PSD e do seu líder, os trabalhadores verão aumentado o salário mínimo nacional e as pequenas e médias empresas verão diminuídos os seus custos fiscais.

Com enorme incoerência, cambalhotas e piruetas e exercícios de intriga política o PSD votou ao lado do PCP e do BE que coerentemente mantiveram o seu sentido de voto. Desesperado por mostrar serviço votou em sentido diverso daquele que votou no ano passado sobre o mesmo assunto. Não hesitando em desprezar a coerência das suas posições votou contrariando uma medida que o próprio PSD adotou quando estava no governo. Votou contra uma medida que na semana anterior tinha exigido que também se aplicasse às IPSS’s. Afrontando os parceiros sociais votou contra um acordo conseguido na Concertação Social que anteriormente o PSD tanto dizia valorizar. Desprezando o interesse nacional e a sua própria história votou afrontando o próprio Presidente da República.

Mas a política de “terra queimada” de Passos Coelho falhou clamorosamente com a rápida aprovação da redução do PEC, solução que tem o apoio firme dos parceiros sociais e uma maioria parlamentar favorável.

Se é que não tinham já compreendido, os portugueses ficaram a perceber que PSD defende tudo e o seu contrário.

O PSD não vota porque concorda ou discorda de uma determinada medida, ou pelo que pensa ou sempre pensou de uma determinada maneira. Vota da forma que puder prejudicar o Governo, não se importando se dessa forma está a prejudicar o país e os portugueses.

Infelizmente esta política de terra queimada vai contagiando alguns protagonistas locais que, na esperança de averbar algum ganho político, trocam a coerência e o amor à terra pelo taticismo político, não se importando de inviabilizar documentos fundamentais ao desenvolvimento das próprias terras e sem apresentarem qualquer alternativa credível.

 

Norberto Patinho – Deputado do Partido Socialista – PS

 

 

 

 

 

 

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