Seca mantém-se grave

Por em 28 de Dezembro de 2017
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Portugal encontra-se em seca meteorológica desde abril, ou seja, desde esse mês que chove abaixo da média. Novembro manteve esta tendência e foi classificado como um mês muito seco, tendo chovido, em média, cerca de 50% abaixo do que seria esperado em Portugal continental, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera no boletim mensal.

Chove abaixo da média e muito abaixo do que seria ideal para manter a produção agrícola normal ou para assegurar a produção hidroelétrica e em muitas barragens esta mesma produção está parada.

A solução para a seca seria a chuva, mas quanto a isso não há nada que se possa fazer. Neste momento, a melhor solução é gerir os recursos existentes o melhor possível e considerando o pior dos cenários. “Não sabemos quando vai chover. Toda a gestão deve ser feita considerando que 2018 também será um ano de seca”, disse ao Observador Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista Zero. “Se tivéssemos tido esta perspetiva em abril, agora não estaríamos tão aflitos.”

Para que Portugal pudesse sair da situação de seca e para que as albufeiras pudessem encher seria preciso pelo menos um mês de chuva intensa e outro de precipitação normal para o mês em questão, disse ao Observador Vanda Pires, meteorologista no Instituto Português do Mar e da Atmosfera. “O ideal seria chover dois meses consecutivamente acima do normal.” Isto significa que teria de chover todos os dias ou, pelo menos, três ou quatro dias em cada semana.

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