ATLA quer Alqueva na próxima Cimeira Ibérica

Por em 18 de Julho de 2014

A Associação Transfronteiriça Lago Alqueva (ATLA) realizou esta semana a primeira reunião do seu Conselho Consultivo, órgão constituído por sete conselheiros, quatro portugueses e três espanhóis.

José Salema na sua qualidade de Presidente da EDIA, S.A., José Pós-de-Mina, Norberto Patinho, Bento Rosado, Manuel Antonio Diaz Gonzalez enquanto Deputado da área de Desenvolvimento Local da Diputación de Badajoz, Ramón Rocha Maqueda e Angel Garcia Garcia. Este órgão é presidido por José Calixto, na sua qualidade de Presidente do Conselho Diretivo da ATLA.

Nesta reunião foi apresentada a nova identidade e o atual posicionamento estratégico da ATLA, tendo sido considerado pelos conselheiros um passo bastante positivo no âmbito da simplificação da comunicação. Foi igualmente reconhecido que a associação deverá ter um papel fundamental no desenvolvimento socioeconómico sustentável do território de Alqueva, pela possibilidade da gestão integrada da região e pela condução da materialização de uma estratégia regional de desenvolvimento assumida pelos seus principais agentes políticos e económicos.

A ATLA pretende assim ser o parceiro coordenador da materialização de uma estratégia concertada com todas as entidades e de desenvolvimento da região, através da garantia de uma gestão territorial integrada que assenta na necessidade de um modelo territorial integrado que permita a afirmação do espaço Alqueva, uniformização de regras e procedimentos para a utilização dos planos de água, faixas interníveis e margens, proteção, conservação e valorização dos recursos naturais, com especial enfoque na água e na biodiversidade. O desenvolvimento da região deverá também valorizar os ativos regionais, com destaque para os recursos endógenos, património cultural material e imaterial, promover a inovação, o empreendedorismo, o emprego e a inversão da tendência de desertificação humana que caracteriza a região e afirmar o território de Alqueva como destino turístico de excelência e sustentável.

A dimensão transfronteiriça da associação e o trabalho em parceria e de colaboração com a Região da Extremadura espanhola e os seus ayuntamientos, já cimentado ao longo dos anos, afigura-se como fator determinante para o sucesso do processo de desenvolvimento do destino Alqueva. Desta reunião de conselheiros, constatou-se ainda a necessidade urgente de ultrapassar condicionalismos existentes e inibidores ao desenvolvimento da região, devendo-se uniformizar procedimentos, tanto em Portugal como em Espanha, em matérias como as do uso do plano de água.

Mais se acrescentou que a dimensão e caraterísticas únicas a nível europeu de um projeto como o de Alqueva carecem de atenção e requisitos próprios no que concerne à potenciação e criação das condições favoráveis à alavancagem económica em torno das novas oportunidades empresariais criadas. Isso implica a assunção de uma estratégia de desenvolvimento, a existência de regras comuns, instrumentos financeiros de suporte e a garantia de uma gestão integrada. Face às expetativas geradas e à importância do tema, e por forma a garantir estes pressupostos, defendeu-se a possibilidade de propor às autoridades nacionais levar este assunto à próxima Cimeira Ibérica.

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