Mourinha contra favorecimento dos partidos

Por em 3 de Janeiro de 2014

Eleitos há apenas três meses, alguns dos autarcas independentes estão ainda a dar os primeiros passos na gestão municipal. Mas não ignoram as dificuldades que têm pela frente e afirmam que “vai levar ainda muito tempo” a terem uma representação equiparada à dos partidos políticos tradicionais em órgãos de particular importância como é o caso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Luís Filipe Mourinha, reeleito pela segunda vez para a Câmara de Estremoz, critica a LEA, porque esta “favorece escandalosamente os partidos políticos”. E não entende por que é que um independente que seja eleito presidente de câmara necessita de recolher novamente assinaturas, se quiser recandidatar-se em próximas eleições. “Um independente sufragado a primeira vez deve ficar com condições de igualdade relativamente aos partidos”, argumenta o autarca eleito pelo Movimento Independente por Estremoz. Mourinha presidiu ao município durante três mandatos, tendo sido agora eleito como independente nas listas da MIETZ.

O presidente faz reparos aos procedimentos administrativos a que as câmaras estão obrigadas e deixa um desafio ao Tribunal Constitucional para que fiscalize os programas dos partidos políticos com assento parlamentar. “Os políticos concorrem com base em programas eleitorais, afirmam-se sociais-democratas, mas depois tomam decisões liberais que não constam dos programas pelos quais foram eleitos”, argumenta.

Adelaide Teixeira desvaloriza “partidarites”

De maneira diferente pensa Adelaide Teixeira. A independente que agora lidera a Câmara de Portalegre concede que os autarcas independentes “não estão sujeitos às indicações partidárias a nível da gestão municipal”, mas empenha-se em não dar grande importância ao pendor partidário. “O que se pretende é fazer uma gestão equilibrada, rigorosa e transparente”, afirma a nova presidente do município alentejano. “É evidente que os autarcas que são filiados têm uma obediência partidária, mas a nível da gestão do dia-a-dia não há grandes diferenças”, sustenta.

Eleita em Setembro numa lista independente, a autarca, que já liderava a câmara da capital do distrito desde a saída do social-democrata Mata Cáceres, em Junho de 2011, diz que a sua candidatura a Portalegre aconteceu por “um imperativo de consciência”. Adelaide Teixeira argumenta que o facto de nunca ter pertencido a qualquer partido (em 2009 integrou a lista do PSD como independente) lhe dá uma grande serenidade e revela que até agora não encontrou da parte do Governo entraves de nenhuma natureza.

 

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