“Nunca permitiria que Portugal deitasse pela janela fora tudo o que conseguiu até hoje”

Por em 14 de Setembro de 2012

“Nunca permitiria que Portugal deitasse pela janela fora tudo o que conseguiu até hoje”, afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, explicando que, senão, “em muito pouco tempo teríamos necessidade de recorrer a um segundo programa e estaríamos na situação de outros países da União Europeia, a negociar com a troika um programa que seria mais gravoso para os portugueses”. Estas declarações foram feitas em entrevista à RTP.

O Primeiro-Ministro acrescentou ainda “as medidas que acordámos com a troika são necessárias para que Portugal possa cumprir o seu programa, é muito importante que o País tenha uma informação transparente. Se não cumprirmos os nossos compromissos externos e não conseguirmos corrigir os nossos desequilíbrios, Portugal deitará pela janela fora tudo o que conseguiu até hoje, que foi muito”.

Atribuindo as críticas que têm sido feitas às políticas do Governo a um “desencontro de expectativas”, Pedro Passos Coelho referiu-se surpreendido com a agressividade do principal partido da oposição: “Fiquei um pouco surpreendido com o tom que foi utilizado, com a agressividade que está a ser utilizada pelo PS, que tem uma responsabilidade grande na situação que o País vive e terá de governar um dia”. E repetiu: “Fiquei realmente surpreendido com o tom”.

O secretário-geral do PS afirmou, antes da entrevista do Primeiro-Ministro, que o seu partido votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2013, considerando mesmo apresentar uma moção de censura ao Governo, caso este não recue na TSU.

Pedro Passos Coelho afirmou-se disponível para dialogar, quer com o PS, como com os parceiros sociais, mas referiu já ter discutido as novas medidas de austeridade, nomeadamente a descida da Taxa Social Única (TSU) que «já estava prevista no memorando de entendimento assinado pelo PS», pelo que repetir a discussão em torno desta medida “não é praticável”.

 

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