Seguro em Reguengos de Monsaraz

Por em 2 de Agosto de 2012

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou que as previsões da OCDE o “preocupam bastante” e considerou ser natural que os portugueses questionem “porquê tantos sacrifícios”. Em declarações durante uma visita ao concelho alentejano de Reguengos de Monsaraz, o líder do PS disse que, apesar dos “sacrifícios” pedidos aos portugueses, “neste momento, nem sequer o objetivo principal, que é a redução do défice, o governo vai conseguir com a sua receita”.

António José Seguro reagia ao relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa divulgado na quinta-feira e que aponta para uma recessão em 2012 e 2013 e que o défice seja superior ao previsto no programa de ajustamento nestes dois anos.

Os dados da OCDE, “vêm de acordo com aquilo que eu tenho vindo a dizer já há muitos meses, quando o governo apresentou o orçamento para este ano”, lembrou.

“Eu tive oportunidade de dizer que o caminho escolhido pelo governo era um caminho de austeridade a qualquer custo e que isso iria corresponder a mais desemprego, e nós temos a taxa mais elevada de desempregados que há na nossa história, e a menos economia”, afirmou.

“Ainda por cima”, prosseguiu, “neste momento há um grande risco de que a receita do governo, que pediu tantos sacrifícios aos portugueses, não venha a atingir o seu objetivo fundamental, que é um défice de 4,5 por cento”.

Por isso, segundo o líder socialista, “é natural que os portugueses em sua casa perguntem porquê tantos sacrifícios?”.

Quanto ao Orçamento do Estado para 2013, António José Seguro observou que compete ao executivo PSD/CDS-PP apresentar a sua proposta, garantindo que o PS, “com grande sentido de responsabilidade e de alternativa, olhará para a proposta do governo”.

O lider do PS considerou ainda que o governo, em particular o primeiro-ministro, “deve concentrar-se em mudar de caminho, em colocar o emprego e o crescimento económico no topo das prioridades e em dar respostas aos problemas dos portugueses”.

A função de um primeiro-ministro, segundo Seguro, “é olhar para os elevados sacrifícios que os portugueses estão a passar por sua opção e ajudar os portugueses num momento difícil”.

O secretário-geral do PS reiterou que a sua proposta “é colocar Portugal a fazer uma boa consolidação das contas públicas, com rigor e com disciplina orçamental, mas colocando o emprego e o crescimento económico no topo das prioridades”.

António José Seguro participou numa sessão solene no município de Reguengos de Monsaraz e visitou a cooperativa Carmim, bem como três das 22 olarias do Centro Oleiro de São Pedro do Corval antes de participar na Gala do Cante Alentejano na vila medieval de Monsaraz.

 

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