Assunção Cristas reafirma apoio a Alqueva

Por em 8 de Junho de 2012

A Ministra da Agricultura confirmou, em carta dirigida à FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo – que foi assumido o compromisso de concluir Alqueva ao encontro das reivindicações surgidas. O Governo leva em linha de conta rentabilização do investimento público e a salvaguarda do investimento privado já realizado pelos agricultores.

Na sequência da tomada de posição da FAABA e da CIMBAL, Assunção Cristas enviou uma missiva a confirmar que, “ao ter sido anunciado pelo Senhor Primeiro-Ministro a intenção de terminar a infraestruturação das áreas previstas no Empreendimento de Alqueva até 2015, assumiu-se o compromisso de concluir Alqueva na exata medida das atuais disponibilidades financeiras, indo ao encontro das reivindicações entretanto surgidas”.

Na carta enviada à Federação dos agricultores do Baixo Alentejo, a tutela sublinha que a decisão, “não sendo apenas uma declaração de intenções, leva em consideração o esforço financeiro associado a este objetivo, ratificado em Assembleia Geral da EDIA no passado dia 4 de maio, garantindo-se assim uma calendarização de obras e projectos compatível com a data anunciada”.

Do Gabinete da Ministra é ainda destacado que “o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva comporta um conjunto de valências diretas e indiretas que o Governo reconhece como fortes pilares que sustentam um processo de desenvolvimento integrado de uma zona do País condicionada pela irregularidade climatérica”.

Ao encontro das expectativas dos agricultores fica o compromisso de que “durante o ano de 2012 serão lançados os concursos que levarão à construção de toda a rede Primária do EFMA, com exceção do adutor Roxo/Sado, bem como de duas importantes áreas de rega, que totalizam cerca de 20 mil hectares”.

Esta programação levou em linha de conta – conforme sublinhado na carta enviada à FAABA – “não apenas a rentabilização do investimento público a realizar, como também a salvaguarda do investimento privado já realizado pelos agricultores nas áreas a beneficiar, por forma a rentabilizá-lo e garantir água a culturas já iniciadas no terreno”.

Já na final da Ovibeja o Passos Coelho tinha dito que: “independentemente” de o Governo conseguir ou não “encontrar forma de os fundos de coesão poderem vir ser drenados para esta obra tão importante, a verdade é que ela está assegurada”, garantiu.

“E, portanto, conseguiremos levar a água do Alqueva a mais utilizadores, em particular através da extensão da sua rede secundária e também através de contratos de abastecimento com outras entidades que garantam também receitas próprias que possam ser reinvestidas no projecto”.

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