Bispo de Beja diz que país precisa de conversão em vez de «refundação»

Por em 2 de Novembro de 2012

O bispo de Beja considera que a polémica em torno da expressão “refundação”, utilizada pelo primeiro-ministro português, deve levar a uma reflexão sobre a necessidade de uma organização mais “transparente, participada e responsável” no país.

“Queremos mais Estado ou mais iniciativa particular, mais impostos para alimentar um Estado absorvente e omnipresente ou menos carga fiscal com cidadãos mais intervenientes e corresponsáveis pelo bem comum?”, pergunta D. António Vitalino, na sua nota semanal, enviada à Agência ECCLESIA.

O prelado diz que a construção dum país “fraterno” exige “conversão pessoal e identificação com valores morais” que permitam fazer face aos “muitos interesses instalados”.

“Muita gente deixou de acreditar e confiar nos políticos, porque, uma vez no poder, fazem leis para se protegerem e deixam-se dominar por lobbies poderosos, que lhes prometem segurança, uma vez deixada a vida política”, alerta.

Segundo o bispo de Beja, “o povo só voltará a confiar nos políticos e na justiça quando os seus procedimentos se tornarem mais transparentes”.

D. António Vitalino critica ainda a falta de separação entre os poderes legislativo, judicial e executivo, advertindo para a irrupção de um “poder financeiro, muitas vezes anónimo, sem atenção pela dignidade das pessoas e corrosivo dos valores morais”.

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