Misericórdias com mais dificuldades

Por em 6 de Outubro de 2011

Presidente da União das Misericórdias alerta para “riscos sérios de sustentabilidade financeira”.

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) alertou para os “riscos sérios para a sustentabilidade financeira” destas instituições provocados pelo aumento dos preços de bens como luz e água e uma eventual subida dos impostos.
Esta posição surgiu no final do Conselho Nacional da UMP, que reuniu extraordinariamente para analisar o “quadro da grave crise económica, financeira e social que o país atravessa”.
A UMP alertou para o “aumento significativo e crescente da procura dos serviços das misericórdias, numa altura em que também estas instituições têm maiores despesas”.
Para tal está a contribuir o “atraso significativo do Estado nos pagamentos resultantes de obrigações contratuais já assumidas com as misericórdias”.
Manuel Lemos, chamou a atenção para o “exemplo gritante” do aparecimento de novos pobres que se traduzem no aumento muito significativo dos utentes das cantinas sociais. Apesar de se manifestar um optimista, Manuel Lemos frisou a necessidade de o Governo cumprir os compromissos contratuais assumidos.
“Se o Estado não cumprir pontualmente as suas obrigações para com as misericórdias estará em risco a almofada social que estas proporcionam sobretudo aos portugueses mais carenciados”, diz o presidente da UMP.
O presidente do Secretariado Nacional da UMP, Miguel Lemos, lembrou que foi o Estado que pediu às Misericórdias para criar a Rede dos Cuidados Continuados Integrados e considera que o funcionamento desta unidade, criada em 2006 e financiada pelos jogos sociais, “é uma inevitabilidade” e que o custo social de não existir seria “assustador”.

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