Montemor investe 5,1 M €

Por em 1 de Fevereiro de 2017
DR

A nova ETAR de Montemor-o-Novo encontra-se em fase de construção, num investimento global de  5,1 milhões de euros. Anunciado durante visita técnica às obras, resulta do Contrato de Gestão – Exploração e Gestão do Sistema Público de Parceria Integrada de Águas do Alentejo, assinado entre a Águas Publicas do Alentejo – AGDA e 20 concelhos do Alentejo, entre os quais Montemor-o-Novo.

O investimento para a conceção e construção da ETAR e do sistema intercetor de Montemor-o-Novo é assegurado pelo «contrato de 5,1 milhões de euros” , de acordo com financiamento do atual quadro  Comunitário, no âmbito do POSEUR (2016 a 2018), e inscrito no plano do investimento do sistema público de parceria integrado de Águas do Alentejo – SSSIAAlentejo.

Com conclusão prevista para Outubro 2017, o investimento constitui-se pela construção da ETAR e pela  construção do «sistema intercetor, constituído pelas 5 estações elevatórias, cerca de 4,3 quilómetros de condutas elevatórias e 4,4 quilómetros  de emissários”, no momento em fase de preparação de concurso público, e que se prevê seja lançado durante o primeiro trimestre de 2017.

Com esta intervenção “o Sistema de Águas Residuais (SAR) de Montemor-o-Novo em alta” passa a ser  constituído pela nova ETAR, para onde serão “conduzidas a totalidade das águas residuais urbanas domésticas ou equiparadas através de cinco estações elevatórias” e por um conjunto de 9 quilómetros de condutas elevatórias e emissários.  Também de acordo com o município, que sublinha a melhoria na «qualidade de vida na área urbana de Montemor-o-Novo”, é o “caráter integralmente público da entidade constituída” que não só assegura a existência de um parceiro tecnológico e financeiro com capacidade de investimento”, como do mesmo modo “a manutenção da competência de gestão na esfera dos municípios”; e de uma “sustentabilidade do sistema a preços socialmente justos”.

A ETAR foi” dimensionada para tratar os efluentes urbanos, incluindo os efluentes equiparados a urbanos da zona industrial da Adua”, para uma “população de 10.250 habitantes e um caudal de ponta de 141 m3 / hora”, segundo a Águas Públicas do Alentejo. Foi adotado um tipo de tratamento para fase liquida centrado num “sistema de lamas ativada com arejamento prolongado, em vala de oxidação, complementado com um pré-tratamento constituído por tamisador, desarenador e desengordurador e ainda por um decantador secundário.  De acordo com João Silva Borges, engenheiro administrador-executivo da Águas Publicas do Alentejo: o que esta ETAR tem de inovador, sendo de “conceção clássica, robusta, e garantida, deriva de ter sido dimensionada de uma tal maneira em que o arejamento não tem de estar a ser feito permanentemente”. Deste modo, são reduzidos os custos energia, um “fator determinante para este tipo de equipamento” e que as “populações irão sentir porque pagarão menos”, referiu. O contrato de parceria pública entre o Estado português e os municípios, foi constituído em 2009, num sistema público de parceria integrado de Águas do Alentejo – SSSIAAlentejo-através do qual os municípios delegam no Estado, a exploração e gestão dos serviços de água associados.

Sobre Rute Marques

Deixar um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.