Nuno Crato quer revisão do processo de Bolonha

Por em 19 de Outubro de 2012

A possibilidade da experiência profissional ser compensada com créditos com vista a uma licenciatura foi recentemente polémica por causa das condições em que o ministro Miguel Relvas se licenciou.

De recordar que o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas fez em apenas um ano uma licenciatura que tem um plano de estudos de 36 cadeiras, distribuídas por três anos. Relvas requereu a admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007.

No início de Junho passado, António Valle, adjunto do governante, explicou que tal se deveu ao facto de a Lusófona ter analisado o “currículo profissional” do actual governante, bem como o facto de ele ter frequentado “os cursos de Direito e de História”, o que permitiu que o curso fosse feito em menos tempo.

Universidades fundações

O ministro da Educação e Ciência, garantiu, ontem, que não está em causa a autonomia das três universidades que se constituiram como fundações – Porto, Aveiro e ISCTE-IUL. O problema com estas instituições é que houve “uma escolha infeliz de nomenclatura”, disse. “Pretendemos corrigir essa escolha infeliz” e estudar a experiência desses três sistemas e ver como é que pode ser induzida no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), de modo a que a revisão da lei se traduza em “autonomia reforçada”, acrescentou.

Metas para o secundário

Crato revelou ainda que, este ano, serão elaboradas metas curriculares para várias disciplinas do ensino secundário, tal como já foi feito para o básico. Português, Matemática A, Física e Química, Biologia e Geologia são algumas das disciplinas do secundário para as quais serão elaboradas as metas.

De recordar de que no básico, o ministério apresentou metas para o Português, Matemática, Tecnologias de Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica.

 

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