Programa de Emergência é “almofada” para situações de maior risco

Por em 20 de Outubro de 2011

“Economia Social para combater a crise”.

Os desafios trazidos às organizações do sector social nesta conjuntura de crise estiveram em debate na conferência “Economia Social para combater a crise”, realizada em Vila Viçosa, em mais uma iniciativa Fórum Alentejo (da Associação Alentejo de Excelência).
Este evento contou com a presença do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, que enfatizou o papel das instituições de economia social e a complementaridade com o sistema público de segurança social.  Mota Soares mencionou ainda a importância do Programa de Emergência Social, para servir de “almofada” às situações de maior exclusão e a importância da isenção do pagamento de IRC por parte das instituições sociais – o que designou por “ética social na austeridade”.
Carlos Sezões, presidente da entidade organizadora, focou o espaço de actuação cada vez mais vasto e importante do sector social e o facto de centenas de entidades e milhares de pessoas trabalharem hoje com foco numa missão social e sem olhar a fins lucrativos, na maioria numa óptica de voluntariado, dando origem a uma efectiva economia de proximidade.
Rogério Roque Amaro (Professor do ISCTE e Presidente da ANIMAR – Associação Portuguesa para Desenvolvimento Local), apresentou a sua visão do contexto mais global das economias actuais e dos desequilíbrios se verificam, na sua óptica, em termos económicos, sociais e ambientais, os quais serão um impedimento ao desenvolvimento sustentável e a uma economia solidária.
Helena Gata (Presidente da TESE – Associação para o Desenvolvimento), António Baptista (Professor da Universidade Católica) – com uma visão crítica dos actuais sistemas de apoio social, contestando o seu carácter burocrático e a falta de meios no terreno para uma acção mais eficaz – e Henrique Sim-Sim (Fundação Eugénio de Almeida), foram outros oradores presentes.
“Tratou-se de uma iniciativa muito útil para perceber os desafios que as instituições sociais enfrentarão no futuro próximo e promover os bons casos de sucesso existentes em Portugal e, nomeadamente, no Alentejo, com vista a impulsionar uma efectiva economia de cariz social”, resume Carlos Sezões.
A associação Alentejo de Excelência assinala este ano o seu 4º aniversário.

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