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Protestos nas ruas contra cortes nos serviços de saúde
Novo protesto agendado para Montemor-o-Novo. Autarquia e utentes temem o encerramento nocturno do serviço de urgências.
No litoral é Santiago do Cacém quem mais contesta os encerramentos de extensões de centro de saúde. A população de Avis hoje para a porta do Hospital de Portalegre. Montemor-o-Novo sai amanhã à rua para protestar. Todos têm um objectivo comum: lutar para que a população não fique privada do direito à assistência médica mais próxima das localidades.
No caso de Montemor-o-Novo, que o agendou para amanhã, às 18h30, em frente ao centro de saúde local, uma concentração contra o encerramento das urgências durante o período nocturno, o descontentamento foi expressado recentemente quer pelo presidente da câmara, Carlos Pinto de Sá, quer pela comissão de utentes de Montemor-o-Novo. Ambos prometem intensificar os protestos.
“Defendemos a continuidade do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) até que possa vir a ser substituído pelo Serviço de Urgência Básica (SUB), tal como estava previsto”, afirma o autarca. Carlos Pinto de Sá diz ter a garantia da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo de que “o SAP do centro de saúde se manterá a funcionar até final deste mês”, mas espera que, “a partir de Novembro, haja também a garantia do funcionamento do serviço”.
Lamentando que no concelho tenham sido “encerradas, ao longo dos últimos anos, várias extensões de saúde sem aviso prévio”, Carlos Pinto de Sá disse temer que os cortes “brutais” anunciados no Orçamento do Estado para 2012 possam implicar o encerramento de mais serviços de saúde.
Um primeiro protesto, realizado a semana passada, reuniu largas dezenas de pessoas frente ao centro de saúde. “A ARS do Alentejo rescindiu o contrato com a empresa de segurança e o contrato com a empresa que presta os serviços médicos termina no final deste mês”, revelou Sandra Matias, porta-voz da comissão de utentes, alertando que “só há garantia do serviço de urgências durante 24 horas até ao final deste mês”. “Depois, não se sabe o que poderá acontecer”.
A população ameaça avançar com novas formas de luta, que poderão passar por uma marcha lenta pela estrada nacional que atravessa a cidade.
Mais a norte, no distrito de Portalegre, uma circular datada do final da semana passada da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) trouxe a notícia de mais cortes que nada agradam às populações. Treze extensões de saúde em cinco concelhos do distrito de Portalegre vão e os horários dos centros de saúde reduzidos encerrar a partir do dia 1 de Novembro, o que está a ser contestado pelos autarcas.
Segundo o documento o concelho de Nisa é o mais afectado: fecham as extensões de Arez, Monte Claro, Salavessa, Pé da Serra e Velada. No concelho de Marvão serão encerradas as extensões de saúde de Escusa, Galegos e Alvarrões e no concelho do Crato é afectada a extensão de Pisão. Já Campo Maior ficará sem a extensão de Ouguela, ficando Avis sem as extensões de Maranhão, Valongo e Alcórrego. É este conselho, aliás, o primeiro a ir para a rua, com uma acção convocada já para hoje de manhã à porta do Hospital de Portalegre, sede da ULSNA, que justifica a medida no despacho n.º 7/2011 do ministro da Saúde, que determina que sejam “elencadas medidas no sentido da racionalização das estruturas e controlo da despesa, garantindo o direito à protecção da saúde”.
Os centros de saúde estão a ser aconselhados a iniciar um trabalho de “afectação” dos utentes a outras extensões, tendo por base critérios de “proximidade” e de “facilidade de acesso”, uma vez que a circular produz efeitos a partir do dia 1 de Novembro.
Os autarcas da região estão contra o encerramento de extensões de saúde nas aldeias e também contra a redução dos horários nos centros de saúde das sedes de concelho, prometendo “lutar” para inverter a medida do Ministério da Saúde.
Já no Litoral Alentejano, tem sido Santiago do Cacém que mais tem usado as acções de protesto na rua para mostrar que é contra estes cortes orçamentais. A última acção juntou cerca de cem pessoas na passada segunda-feira, contra o encerramento das extensões de saúde com menos de 1500 utentes, no concelho de Santiago do Cacém. O protesto, convocado pelas comissões de utentes do Litoral Alentejano, realizou-se junto à extensão de São Francisco da Serra, recentemente, encerrada pelo Ministério da Saúde.
Dinis Silva, porta-voz das comissões diz que a população, na sua maioria idosa, é “obrigada a percorrer grandes distâncias para ser vista pelo médico”.
Para o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Vítor Proença, é “inaceitável o esvaziamento dos cuidados primários de saúde”. No protesto foi aprovada uma resolução que será enviada ao Ministério da saúde a exigir “a prestação de cuidados de saúde às populações do Litoral Alentejano”.
Menos médicos em Ferreira
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Ferreira do Alentejo contestou esta semana a redução do número de médicos, de seis para dois, no centro de saúde da vila desde o início do mês promovendo uma vigília frentre a este serviço.
O Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo tinha seis médicos ao serviço, mas desde dia 1 de Outubro, quando o serviço de Atendimento Complementar fechou, que têm estado “apenas dois” clínicos a prestar serviços, diz Paulo Conde, da comissão de utentes, citado pela Diana FM.
“Na semana passada”, acrescentou, “só esteve um médico de serviço”, o “próprio director do centro de saúde”, que, “normalmente”, só dirige a unidade e não presta cuidados de saúde, mas durante aquele período desempenhou aquelas funções e “sozinho”.











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