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Suspeitas de desvio de dinheiro na Câmara de Évora são “gravíssimas”
Acta da reunião pública revela dados sobre processo disciplinar em curso.
O presidente da Câmara de Évora diz que as suspeitas de desvio de dinheiro no serviço de águas da Câmara de Évora são “gravíssimas”. José Ernesto Oliveira não presta declarações sobre o assunto. Mas a acta da reunião pública disponibilizada na página da autarquia na Internet não deixa dúvida, nem sobre a identidade dos suspeitos, nem sobre a gravidade do caso relativamente ao qual foram abertos dois processos disciplinares, nem tão pouco sobre a forma como o Executivo autárquico encara as suspeitas.
O Registo consultou a acta (disponível no site www.cm-evora.pt) e revela novos dados sobre o caso.
Segundo José Ernesto Oliveira, o caso foi descoberto depois “de alguns meses de suspeita de algo não estava bem, na secção de gestão de clientes, na cobrança de água, devido ao avolumar de queixas dos munícipes e, particularmente, porque começou a aparecer uma situação muito estranha de munícipes que recebiam na factura da água a indicação de que tinham valores em dívida quando já tinham efectuado os pagamentos”.
“Não há ainda ideia quantificada de qual o valor da fraude cometida, e qual a responsabilidade de cada um dos funcionários”, acrescentou o autarca na reunião pública, considerando que se trata de uma “situação gravíssima, uma situação que prejudica directamente a imagem da Câmara Municipal e a imagem dos seus funcionários”, sendo “o primeiro caso” do género em 10 anos de mandato.
José Ernesto Oliveira acrescenta que “todas as providências serão tomadas e todos os meios utilizados, não só para que a Câmara seja ressarcida das verbas que sejam apuradas terem sido sonegadas ao erário público, mas também para que estes funcionários sejam punidos com justiça, com punição exemplar de acordo com o estatuto disciplinar da função pública”.
De acordo com a acta da reunião pública da CME, José Ernesto Oliveira diz que “toda a fraude era processada através do manuseio da base informática que serve de suporte a todo o mecanismo de facturação”. “Não foram detectados outros procedimentos que não estivessem ligados a entradas e saídas de verbas na plataforma informática, que apenas eram possíveis de executar por funcionários com acesso a essa plataforma e neste caso isso apenas se passava com os dois funcionários em causa”.
“Confrontando os dois trabalhadores com os respectivos documentos, os mesmos confessaram a prática de irregularidades”, disse na ocasião um dos quadros superiores da autarquia presente na reunião pública, acrescentando que o processo disciplinar em curso “confirmará se havia uma combinação entre os dois, ou não, uma vez que as regras de controlo dos sistemas informáticos costumam ter diferentes níveis de acesso associados às passwords de cada um”.
Funcionários confessam
Os dois funcionários da Câmara de Évora suspeitos de terem desviado dinheiro no serviço de águas terão confessado os factos. Foi pelo menos essa a indicação dada em reunião de Câmara pelo presidente da autarquia. “Na confissão (…) eles próprios confessam não saber qual é o montante [desviado] poios terão perdido completamente o controlo da situação”.
O actual sistema informático do serviço está a funcionar desde 2008.











Sara
19 de Outubro de 2011 at 23:14
Cada vez orgulho-me mais desta cidade