Era feriado, dia do trabalhador. Se não fosse uma efeméride tão significante, diria que o mundo iria acabar. Assim pensei, quando vi rumaria de automóveis a uma cadeia de hipermercados.
Pensei, o mundo está a acabar e o comum dos mortais, tal como o carreiro de formigas, caminha para abastecer o seu lar e assim assegurar a sua sobrevivência face à catástrofe. Empurrões pelos corredores, brigas em prol dos carrinhos de transporte dos bens de consumo, prateleiras em estado caótico, horas na fila de espera, amontoados de compras nos comuns e nos inimagináveis meios de transporte de compras.
















