Inverno pouco chuvoso

Por em 21 de Março de 2020
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Os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro trouxeram a Portugal um Inverno “extremamente quente e seco”, indica o mais recente boletim climatológico sazonal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Temperaturas acima da média, o mês de Fevereiro mais quente desde 1931 e 22,4% do território em alguma espécie de seca (7,3% em seca extrema) não deixam ninguém sossegado em relação ao que aí vem. A Primavera, que começou esta sexta-feira, até trouxe chuva, mas o país está de novo à espera que os próximos meses sejam de muita precipitação, para evitar mais um ano de seca.

Este ano, os dados apontam, de novo, para um desses novos Invernos que mais frequentemente passarão a ser os nossos. O IPMA indica que foi o segundo mais quente desde 1931, só ultrapassado pelo de 1990, mas que se olharmos para os meses individualmente, Fevereiro foi mesmo o mais quente dos últimos 89 anos.

No que diz respeito à precipitação, os três meses também registaram uma média inferior à do período analisado, com os 275,1 milímetros (mm) de chuva registados a não irem além de 78% do valor médio. Contudo, a situação não foi uniforme em todo o território nem nos três meses analisados. Com as tempestades que assolaram o país em Dezembro, este mês acabou por ter um volume de precipitação superior aos valores médios – na Guarda, a 16 de Dezembro, foram registados 141,1 mm de chuva, o valor mais alto de toda a estação – , mas não no Baixo Alentejo e no Algarve. E como os dois meses seguintes ficaram abaixo da média, a diferença entre Norte e Sul acentuou-se, e parte do território chegou ao final do Inverno em situação de seca.

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