Congresso em Borba acolhe mais de 120 participantes

Por em 2 de Julho de 2012

O GLOBAL STONE CONGRESS 2012 (Borba, 16-20 Julho) traz a Portugal participantes de 11 países (Austrália, Brasil, Croácia, Egipto, Finlândia, Grécia, Itália, Espanha, Turquia, Índia e China) num momento em que a indústria portuguesa da pedra natural está focada na internacionalização.

Este Congresso, que já passou por Brasil, Itália e Espanha, é organizado pela Associação VALORPEDRA, em colaboração com diversas empresas e entidades do sector, e conta de momento com 120 inscrições – 65 comunicações. Portugal é o país com mais comunicações (23) a apresentar, seguindo-se o Brasil (17) e a Turquia (8).

O Congresso será itinerante entre Borba, Vila Viçosa e Estremoz. No primeiro dia, as sessões decorrerão nas instalações do Cevalor- Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais, em Borba. No dia seguinte, o palco escolhido para apresentação das comunicações será o cine-teatro Florbela Espanca (Vila Viçosa) e do dia 18 as sessões estão agendadas para o cine-teatro Bernardim Ribeiro (Estremoz).

As Câmaras Municipais de Borba, Vila Viçosa e Estremoz estão envolvidas na organização e apoiam a parte social do evento, que conta igualmente com o apoio de unidades hoteleiras de referência. Por exemplo, no segundo dia o almoço regional será realizado no Alentejo Marmoris Hotel & SPA (ainda a estrear e que só abrirá as portas para iniciativas relacionadas com o Congresso).

De acordo com Filipe Palma, dirigente da ValorPedra e presidente do Global Stone Congress 2012, a edição deste ano marca a diferença relativamente às anteriores pelo conceito: «Estamos empenhados em fundir a realidade das rochas ornamentais e industriais com o contexto social e o turismo. Para este desígnio, o GLOBAL STONE CONGRESS 2012 será itinerante entre algumas localidades no Alentejo: Borba, Estremoz, Vila Viçosa e Évora, e ainda haverá um dia em que se farão visitas a fábricas, pedreiras e monumentos noutras regiões de Portugal. O Congresso aliará a sua vertente científica e tecnológica de elevada qualidade, a uma forte promoção da Pedra Natural e promoção do turismo, gastronomia, e cultura das regiões onde se realizará».

Internacionalização e competitividade

O Cluster da Pedra, reconhecido em 2008, aponta a uma estratégia de internacionalização, sustentabilidade e competitividade, enquadrada na mobilização e cooperação de todos os actores do Cluster em Portugal. «Os tempos são de dificuldade a nível Mundial, e de emergência na reunião de especialistas, de países e contextos diferentes, que possam contribuir para a disseminação de conhecimento, que permita o progresso na Industria da Pedra Natural», refere, na nota de boas-vindas o presidente do Congresso a realizar em Borba.

Na organização do evento, Marta Peres, directora executiva da VALORPEDRA, entidade gestora do CLUSTER DA PEDRA NATURAL, destaca a aposta na busca de sinergias em termos de «tecnológicos e científicos», sem perder de vista os mercados internacionais. A qualidade da pedra nacional é já um dado adquirido em alguns mercados e uma referência para muitos especialistas internacionais. Marta Peres adianta que o trabalho dos próximos anos passará pela internacionalização da pedra portuguesa enquanto marca reconhecida (STONE PT), enquadrado por uma estratégia da comunicação e marketing.

O GLOBAL STONE CONGRESS 2012 está a ser preparado como evento itinerante, envolvendo concelhos históricos do Alentejo, uma região rica em recursos naturais, cultura, história, paisagem e gastronomia. «É nossa ambição que os temas, salvaguardando a dimensão científica que funda o congresso, tenham uma componente forte de interesse para as empresas com temas e oradores propostos também por estas e embora, sediado em Borba, envolva outros concelhos do Alentejo, e que passe ainda pelo reconhecimento de outras realidades geográficas e industriais do sector noutros pontos do Pais», refere Filipe Palma.

A organização do Congresso está a cargo da VALORPEDRA e integra ainda: ANIET- Associação Nacional da Industria Extractiva e Transformadora; ABI ROCHAS- Associação Brasileira da Industria das Rochas Ornamentais; ASSIMAGRA – Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins; CM Borba; CETEM – Centro de Tecnologia Mineral do Brasil; CEVALOR – Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais; DGEG – Direcção Geral

de Energia e Geologia; IST – Instituto Superior Técnico; UE – Universidade de Évora; e UNL – Universidade Nova de Lisboa.

Tendo em conta que a principal missão da VALORPEDRA é assegurar a dinamização e gestão das actividades do Cluster da Pedra Natural, o passo seguinte passa pela aproximação do sector responsável por 1,5 por cento das exportações portuguesas a um novo desafio competitivo – diferenciação de produtos e aposta em nichos de marcado.

A pedra ornamental em Portugal enfrenta uma forte concorrência a nível mundial, estando obrigada a enfrentar preços e processos produtivos mais baratos em países como a China e a Índia. É, pois, necessário aliar o design e a arquitectura à pedra natural, apresentando um produto final com valor acrescentado. O sector pode aspirar a um crescimento de 5 por cento até 2015.

StonePT – um produto, uma marca

A Pedra Natural é um recurso abundante em Portugal. A inexistência de um reconhecimento formal que ateste a sua reconhecida qualidade levou à criação da StonePT – Marca da Pedra Portuguesa. O objectivo é certificar o produto Pedra Natural, com vista à internacionalização de uma Marca Portuguesa reconhecida. «Estamos empenhados em conseguir certificar a origem portuguesa da Pedra Natural, através da atribuição de Denominação de Origem Controlada, sendo a primeira experiência a nível mundial. A Marca STONE PT, que já se encontra construída e a ser implementada nas empresas, e que além de certificar a qualidade da pedra e processos, irá certamente reforçar a imagem internacional do sector», explica Filipe Palma.

A StonePT tem assim como principal missão promover e credibilizar as suas marcas, nacional e internacionalmente, bem como todas as empresas a elas associadas.

Para além da componente técnica de aumento de credibilidade através do controlo e da aplicação técnica, a marca de pedra portuguesa pretende aumentar a percepção de qualidade e credibilidade do sector da extracção e transformação de pedra natural português para além de divulgar a imagem da pedra portuguesa pelo mundo.

O Sector da Pedra Natural está dividido em dois sub-sectores: Rochas Ornamentais e Rochas Industriais. Do primeiro subsector fazem parte empresas de extracção de Mármores e outras Rochas Calcárias com menor grau de cristalização, Granito e outras Rochas Siliciosas, e Pedras Xistosas, empresas de transformação, que procedem ao trabalho da pedra e empresas que integram os dois processos, extracção e transformação, utilizando como inputs blocos das próprias pedreiras e/ou adquiridos no mercado. No segundo, o das Rochas Industriais, entram as empresas de extracção e transformação de Calcários e Granitos, uma vez que o output final exige sempre transformação.

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