Major Velez Correia

Por em 26 de Abril de 2020
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O Mal que Atormenta o Mundo

Não se fala noutra coisa desde há mais de um mês. É coronavírus para aqui, é covid-19 para ali, o que é natural devido à alarmante situação que estamos vivendo. É evidente que aqueles que vão partindo não emitem opiniões. Dos que cá ficam e aqueles com lugares com maior responsabilidade, uns afirmam que o vírus está alastrando assustadoramente por falta de testes. Outros dizem que há hospitais que internam doentes sem fazer despistagem e ainda outros estão contra quarentenas tão rigorosas. Enfim, é um chorrilho de informações e opiniões que parece não ter fim. A senhora Diretora Geral da Saúde nota-se que está muito cansada, pois esforça-se por ajudar e esclarecer, mas a verdade é que o cansaço leva-a a nem sempre ser coerente com o que afirma. A Ordem dos Enfermeiros vê que a classe está extenuada e então faz apelos urgentes a todos os profissionais de saúde que estejam disponíveis no sentido de ajudarem no combate que se está travando, nomeadamente nos Cuidados Intensivos. Nos lares de idosos, sobretudo no norte do país, estão-se desenrolando cenas de grande dramatismo, por manifesta falta de meios e até os Bombeiros de Cascais, devido à morte de idoso infetado com o vírus, estão todos os elementos de quarentena. Segundo a Liga dos Bombeiros, existem no país mais de 60 elementos infetados e mais de 200 estão de quarentena. Isto está num caos, sem sombra de dúvida. Com os meus 87 anos encontro-me, naturalmente, de quarentena e são inúmeros os avisos e os vídeos que recebo no meu telemóvel. Além de muitas súplicas ao Altíssimo e, sobretudo, a Nossa Senhora de Fátima, surgem imagens que calam cá bem no fundo, mas outras nem tanto. Há dias, surgiu um Alerta intitulado “Vírus Chinês” que li com a maior atenção e por encontrar no seu conteúdo várias acusações muito graves e, ao mesmo tempo, demasiadas coincidências, decidi reencaminhá-lo para um amigo, antigo combatente da Guerra do Ultramar e que fez duas comissões de serviço no território de Macau, hoje oficial na situação de reforma ficando com alguns conhecimentos algo profundos sobre a comunidade chinesa. A sua resposta veio muito célere, dizendo-me que, segundo a sua opinião, o que escreveram é um rol de asneiras que apenas cria antagonismos e pode inclusivamente incentivar os conflitos. Diz-me ainda que o artigo não é credível, pois os chineses constituem uma sociedade diferente que tem de ser compreendida, mas não idolatrada. Há por lá muita coisa com que não concorda, não gostando, de forma nenhuma, viver sob aquele regime, mas não pode também deixar de dar valor a muita coisa que lá se faz. Têm, ainda segundo a sua opinião, objetivos muito bem definidos e não convivem bem com o “deixa andar” e com o “governar para agradar”. Desta forma, da sua resposta, deduzi que tudo isto são invenções de pessoas, quiçá inteligentes, mas que estão muito longe da razão e que podem até incentivar os tais conflitos. Por outro lado, não esqueçamos que existe em Portugal uma comunidade chinesa que atinge largos milhares. Portanto, cuidado com aquilo que escrevemos e o que devemos é seguir à risca os conselhos que nos são dados para evitarmos mais infetados com este coronavírus ou covid-19, se quiserem.

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