Não pagamos?

Por em 23 de Dezembro de 2011

José Sócrates, ex-primeiro ministro de Portugal, defendeu numa Conferência em Paris, que é essencial apostar no financiamento para desenvolver a economia.
“Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei”, afirmou o ex-primeiro ministro José Sócrates, em Paris.
Ainda a procissão se encontrava no adro e vem o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, num jantar de Natal do PS em Castelo de Paiva, lançar mais gasolina para esta vasta fogueira.
Deixou-nos umas “brilhantes” frases que também se tornaram célebres. Até parece que esta triste ideia pegou dentro do principal partido da oposição.
“Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagarmos [a dívida].” Esta foi uma das frases mais bombástica usada por este protagonista.
“Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos”, acrescentou Pedro Nuno Santos. Mais: “Se não pagarmos a dívida e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem.” Foi assim que este elemento do PS se referiu à forma de pagamento da divida do estado português.
Parece-me que o mundo está a ficar virado às avessas. Como é que estas pessoas têm o descaramento de afirmarem da não necessidade em se honrarem os compromissos do estado português? Pessoas estas, com fortíssimas responsabilidades na divida criada aos portugueses.
Num período em que é pedido um esforço colossal aos portugueses, às suas empresas e ao próprio estado, como é possível tamanho descaramento?
Se ainda restassem algumas dúvidas, ficamos a perceber como é que estas pessoas encaram o problema da dívida, da sua expansão e do seu pagamento. Por isso chegámos à situação em que nos encontramos.
Foi graças a estes senhores que o País ficou altamente condicionado, inclusive na sua autonomia, perante organizações internacionais que esperam uma resposta responsável dos governantes e de todos os portugueses.
O que se fez em Portugal ao longo dos últimos anos foi altamente desastroso. Sofremos agora por todos esses males então criados. Temos o Governo português a procurar corrigir o mais rapidamente possível todos estes problemas. Estas correcções são dolorosas, mas não podemos esquecer quem são os responsáveis pela criação desta tormentosa situação, a qual temos obrigatoriamente de nos livrar.
Com a comunidade internacional e os nossos credores com os olhos postos em nós, este tipo de afirmações vêm prejudicar ainda mais o nosso País. Espero que o principal partido da oposição assuma as suas responsabilidades e que contribuía para a resolução dos problemas existentes.
Não estamos em maré de demagogias baratas, mas sim numa fase em que o contributo positivo de todos é fundamental.
È também fundamental reagir a esta crise e perspectivar um futuro melhor para todos os portugueses. É este o meu desejo de Natal.

Sobre António Costa da Silva

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