O Largo que pariu um Rato

Por em 21 de Fevereiro de 2024


O debate é essencial em política, os encontros entre posições constroem ideias e os
desencontros marcam alternativas de governação e linhas mestras de soluções ideológicas e
partidárias.
Devemos ser o único país que faz do debate político entre líderes partidários um produto de
entretenimento, no entanto, e apesar do objetivo serem as audiências, a verdade é que as
pessoas acabam por ter a oportunidade de ouvir diretamente os protagonistas da nossa
democracia.
O modelo é fraco e não tem sentido prático, dá mais tempo de análise sobre a prestação do
que propriamente aos debates, mas os líderes políticos têm no geral usaram este tempo para
dizer ao que veem.
Longe ficam os debates entre figuras ímpares da nossa democracia como um Sá Carneiro vs.
Soares. Ou o celebre “olhe que não, olhe que não” de Cunhal numa resposta que ficou para a
história como a frase sepulcral do comunismo. Mas tivemos ótimas prestações.
Exemplo da inequívoca liderança de Luís Montenegro que foi magistral em todos os debates.
Apresentou-se muito bem preparado e claramente é o único com o fato de Primeiro-ministro
vestido.
Entre os apartes truculentos e pouco civilizados de André Ventura ou as frases feitas e de
alguma forma plásticas de Rui Rocha ou ainda Inês Sousa Real a tentar sobreviver no palco
parlamentar sem dizer nada de jeito, passando pela Mariana “Che Guevara” Mortágua ou o
anestesiado Paulo Raimundo, o prémio do flop vai para Pedro Nuno Santos.
O Dom Sebastião de todas as esquerdas, o paladino do esquerdismo e quem personificava o
melhor que a academia partidária socialista tinha para dar ao país mostrou não estar
preparado para ser líder de um partido de governo. Muito titubeante, pouco confiante, sem o
à-vontade que tem de caracterizar um líder, desencantou o público-alvo que quis persuadir ou
seduzir. No fundo ficámos a perceber o porquê de ter sido um mau ministro.
Existe ali falta de jeito, o carisma que quiseram colar na sua imagem é no fundo um
autocolante que não cola com a realidade.
A frase: “Desculpe lá, mas o que é que não funciona?”. Foi a frase que marcou os debates
todos. Porque expõe a nu o desligamento total da realidade de um país desesperado e à mercê
do socialismo miserável que Pedro Nuno Santos protagoniza.
A resposta à pergunta é fácil, mas demorada. Porque o que não funciona é a gestão socialista
que os sucessivos governos do PS fizeram do Estado Social. O que não funciona é o socialismo
empedernido que tomou conta do Estado de forma possessiva. Não tem funcionado o ensino,
a saúde, a economia e os serviços básicos e basilares que deviam ser prestados pelo Estado.
Se o Pedro Nuno Santos voltar a fazer a pergunta, mas numa outra perspetiva: “o que é não
vai funcionar?”. Também é fácil: o que não vai funcionar continua a ser o socialismo vertido no
programa que apresentaram. Portugal não funciona com a ficção que o PS quer impor.
Quando querem “Mais Ação” estão mesmo a falar de um guião ficcionado para um filme
qualquer de terror que Portugal não merece.

Com tanto carisma anunciado em todo o lado, mas que agora se percebe não existir, só posso
concluir que o largo onde é a sede do Socialismo português pariu um rato!
Vem agora aí a Aliança Democrática para meter Portugal no lugar que merece, capaz de criar
condições e boas perspetivas de futuro. A mudança está no voto popular, está nas mãos de
todos.
Eu confio muito nos Portugueses!
Luis Nunes dos Santos

Sobre Luís Santos

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