João Oliveira quer intervenção do Governo em ‘lay-off’ da Kemet

Por em 2 de Novembro de 2011

Empresa alega redução de actividade para colocar 30 trabalhadores em lay-off.

O deputado comunista João Oliveira diz que a situação que se vive na unidade da multinacional norte-americana Kemet Electronics, instalada em Évora, “exige uma intervenção imediata do Governo e da Autoridade para as Condições do Trabalho”.
“A administração daquela unidade da Kemet, que emprega cerca de 550 trabalhadores, pretende aplicar um lay-off de forma fraudulenta, suspendendo o contrato a 30 trabalhadores a partir de 7 de Novembro, sem respeitar os trabalhadores nem a lei”, diz o deputado numa pergunta entregue ao Ministério da Economia, onde interroga o Governo sobre o acompanhamento que está a dar a este caso.
“Entre os trabalhadores que a empresa pretende suspender encontram-se os três delegados sindicais do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI) e os dois representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho eleitos pela lista apresentada e apoiada pelo sindicato”, refere.
Segundo João Oliveira, “a determinação deste lay-off pela empresa está a ser feita sem cumprir a lei em vários aspectos, nomeadamente não respeitando a fase de informação e negociação e não apresentando critérios de selecção dos trabalhadores a abranger”.
O deputado acusa a empresa de “recorrer à manipulação” da informação uma vez que os fundamentos apresentados para o “lay-off”, a redução da actividade, resulta de uma “simulação da situação que não tem correspondência com a realidade”.
“Esta tentativa de aplicar o lay-off corresponde a uma intenção da administração da empresa de liquidar a organização dos trabalhadores, afastando da empresa os seus representantes e delegados sindicais, intenção que, aliás, já noutros momentos se fez sentir”, acrescenta João Oliveira.
O deputado acusa sucessivos governos de “passividade” perante este tipo de casos e questiona o Ministério da Economia sobre a forma como está a acompanhar a intenção da empresa de avançar com esta medida. Trata-se de uma das maiores empresas empregadoras do Alentejo.

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2 Comments

  1. Miguel

    3 de Novembro de 2011 at 21:34

    É a vida…

    Quando abalar tudo para o estrangeiro ou para as cidades grandes….

  2. Maria Silva

    4 de Novembro de 2011 at 21:25

    palhaço…vai trabalhar! quando não houver multinacionais em Portugal és tu que vais dar trabalho à pessoas e alimentar as respectivas famílias. Fora com os parasitas políticos!

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