PCP: Desemprego preocupa Jerónimo de Sousa

Por em 10 de Novembro de 2011

O secretário-geral do PCP criticou ontem o aumento do desemprego que no caso do Alentejo atinge 13% da população activa. “Vemos o país em acelerada degradação da situação social. Um país onde é cada vez mais difícil viver e a pobreza atinge um crescente número de pessoas”, disse Jerónimo de Sousa durante um comício no Palácio de D. Manuel, em Évora, em que apelou à mobilização para a greve geral do próximo dia 24.

“Esta é uma política que deliberadamente visa pressionar a baixa dos salários e impor a lei da selva nas relações de trabalho para manter e garantir um exército de desempregados prontos a trabalhar pelo mínimo dos mínimos da sua subsistência”, acrescentou.

Considerando que o próximo Orçamento do Estado “é o pior de sempre” por cortar salários e “manter os benefícios” à banca e prolongar o ‘offshore’ da Madeira, o dirigente comunista acusou o PS de estar a “manobrar para se fazer passar como uma força de oposição à política do PSD e CDS”.

Em causa está a anunciada abstenção do PS na votação do próximo Orçamento do Estado e que Jerónimo de Sousa classifica como um “voto de viabilização” ao programa do Governo e da troika.

“Quem chamou a troika, não foram os que se opuseram à sua política, foi o próprio governo do PS. Quem abriu as portas aos partidos da actual coligação governamental foi o PS com a sua política de direita e com a sua auto-demissão numa posição de chantagem. Esse mesmo PS que hoje continua preso a esses espúrios compromissos que o leva a assumir-se como aliado do actual governo na concretização do pacto de agressão”, defendeu.

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